O grotesco e a crítica social em dois textos de Prosas bárbaras, de Eça de Queirós

Variant title
Grotesque and social criticism in two texts of Prosas bárbaras, by Eça de Queirós
Source document: Études romanes de Brno. 2020, vol. 41, iss. 1, pp. 181-196
Extent
181-196
  • ISSN
    1803-7399 (print)
    2336-4416 (online)
Type
Article
Language
Spanish
Abstract(s)
Pretende-se, com este estudo, investigar as narrativas "Farsas" e "Onfália Benoiton", do autor português Eça de Queirós, publicadas no jornal Gazeta de Portugal na década de 1860, portanto, no início da carreira do escritor, e reunidas postumamente na coletânea Prosas bárbaras, a fim de verificar como se dá a presença do grotesco nos dois relatos. Defendemos que o insólito é um traço comum dos textos da compilação Prosas bárbaras e, como pretendemos demonstrar com a análise das duas obras, a crítica social, uma característica da produção realista do autor, também está presente em narrativas vinculadas ao fantástico.
We aim, with this study, to investigate the narratives "Farsas" and "Onfália Benoiton" written by the Portuguese author Eça de Queirós, published in the newspaper Gazeta de Portugal in the 1860s, therefore, at the beginning of the writer's career, and posthumously collected into Prosas bárbaras, in order to verify how is the presence of the grotesque in both stories. We argue that the unusual is a common feature of Prosas bárbaras and, as we intend to demonstrate, social criticism, a characteristic of the author's realistic production, is also present in narratives linked to the fantastic.
Note
  • Este estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (processo nº 2016/25008–2).
Document
References:
[1] Batalha, M. C. (2011). Introdução . In M. C. Batalha (Org.), O fantástico brasileiro: contos esquecidos (pp. 9–19). Rio de Janeiro: Caetés.

[2] Batalha, M. C. (2012). Literatura fantástica: algumas considerações teóricas . Revista Letras & Letras, 28, 481–504.

[3] Calazans, S. (2009). Grotesco . In C. Ceia, (Org.), E-Dicionário de termos literários (EDTL). http://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/grotesco/.

[4] Covizzi, L. M. (1978). O insólito em Guimarães Rosa e Borges . São Paulo: Ática.

[5] Delille, M. M. G. (1984). A recepção literária de H. Heine no romantismo português (de 1844 a 1871) . Lisboa: Imprensa Nacional: Casa da Moeda.

[6] Furtado, F. (1980). A construção do fantástico na narrativa . Lisboa: Livros Horizonte.

[7] Kayser, W. (1986). O grotesco – configuração na pintura e na literatura . São Paulo: Perspectiva.

[8] Lázaro, C. S. B. G. (2007). Da arte e do artista nas germinais "Prosas bárbaras" . Coimbra: Faculdade de Letras-Universidade de Coimbra.

[9] Matos, A. C. (2000). Onfália Benoiton II . In A. C. Matos (Org.), Suplemento ao dicionário de Eça de Queiroz (pp. 457–458). Lisboa: Editorial Caminho.

[10] Monteiro, O. P. (2005). Sobre o grotesco: "inconveniências", risibilidade, patético . In J. O. Barata (Coord.), O grotesco (pp. 23–37). Coimbra: Centro de Literatura Portuguesa-Imprensa de Coimbra.

[11] Peixinho, A. T. (2002). A gênese da personagem queirosiana em "Prosas bárbaras" . Coimbra: Minerva.

[12] Queirós, E. de (2009). Contos I . Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

[13] Queirós, E. de (1992). A propôs du "Mandarim" Lettre qui aurait dû être une préface . In E. de Queirós, O mandarim (pp. 195–199). Lisboa: Imprensa Nacional: Casa da Moeda.

[14] Queirós, E. de (1961). A academia e a literatura . In de Queirós, Notas contemporâneas (pp. 129–141). São Paulo: Brasiliense.

[15] Reis, J. B. (2004). Na primeira fase da vida literária de Eça de Queirós . In E. de Queirós Textos de Imprensa I (da Gazeta de Portugal) (pp. 165–198). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

[16] Simões, J. G. (1945). Eça de Queiroz: o homem e o artista . Lisboa: Dois Mundos.

[17] Sousa, M. L. M. de. (1978). A literatura "negra" ou "de terror" em Portugal (séculos XVIII e XIX) . Lisboa: Editorial Novaera.

[18] Todorov, T. (2014). Introdução à literatura fantástica . São Paulo: Perspectiva.