Género gramatical de COVID-xenismos II

Variant title
Grammar gender of COVID-xenisms II
Author: Svobodová, Iva
Source document: Études romanes de Brno. 2022, vol. 43, iss. 1, pp. 213-227
Extent
213-227
  • ISSN
    1803-7399 (print)
    2336-4416 (online)
Type
Article
Language
Portuguese
Abstract(s)
O presente texto tem por objetivo completar a nossa pesquisa realizada no primeiro trimestre de 2021, cujos resultados foram publicados, na sua maior parte, no artigo Género gramatical de covid-xenismos, no número temático da revista Études Romanes de Brno (1/2021), intitulado Léxico português no século XXI: alterações, tendências, perspetivas. O principal tema da investigação são os estrangeirismos utilizados, no português, na sua forma original (denominados também como xenismos) e que surgiram como palavras novas, ou atualizaram o seu escopo semântico durante a pandemia da COVID-19, sendo incorporados na lista “O Léxico da Covid-19” do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Focalizamos nos empréstimos de origem inglesa e observamos o seu conhecimento geral e a adoção morfológica pelos falantes nativos, com base num inquérito distribuído entre os falantes nativos da língua portuguesa de diferentes nacionalidades lusófonas, nos meses de março e abril de 2021. O corpus, que consta de 14 expressões, foi dividido em duas partes e analisado em duas fases por causa das limitações decorrentes das normas de publicação. Fizeram parte da primeira fase as palavras burnout, COVID-19, covid-longa, covid-drive, fake-news, hoax, lockdown, remdesivir/rendesivir, webinar e zoonose, e, nesta segunda parte, apresentaremos a análise dos seguintes quatro termos: task-force, lay-off, coronabonds e take-away. Como ficou provado na primeira fase da pesquisa, o grau de conhecimento e a atribuição do género gramatical a estes xenismos vêem-se submetidos, sobretudo, ao fator diatópico e, parcialmente, também à formação escolar adquirida. Estes dois critérios, portanto, serão considerados como decisivos também na presente análise, em que observaremos a relação entre o conhecimento geral e a dicionarização das quatro expressões e estabeleceremos o seu coeficiente e grau de oscilação genérica, com o fim de contribuir para a dicionarização mais completa e efetiva.
The main theme of the investigation is the foreign words used, in Portuguese, in their original form (also called xenisms) and that emerged as new words or updated their semantic scope during the COVID-19 pandemic, being incorporated in the list "The Covid-19 Lexicon" by Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. We focus on borrowed words of English origin and observe their general knowledge and morphological adoption by native speakers, based on a survey distributed among native Portuguese speakers of different Lusophone nationalities, in March and April 2021.The corpus, which consists of 14 expressions, was divided into two parts, and analysed in two phases due to limitations resulting from the publication rules. The words burnout, COVID-19, covid-longa, covid-drive, fake-news, hoax, lockdown, remdesivir/rendesivir, webinar and zoonosis were part of the first phase, and, in this second part, we will present the analysis of the following four terms: task-force, lay-off, coronabonds and take-away. As proved in the first phase of the research, the degree of knowledge and the attribution of the grammatical gender to these xenisms are submitted, above all, to the diatopic factor and, partially, also to the acquired school formation. These two criteria, therefore, will be considered as decisive also in this analysis, in which we will observe the relationship between general knowledge and the lexicographic treatment of the four expressions and we will establish their coefficient and degree of generic oscillation, in order to contribute to more complete and effective incorporation in the dictionaries.
Document
References:
[1] Alves, I. M. (1984). A integração dos neologismos por empréstimo ao léxico português . Alfa, 28 (supl.), 119–126.

[2] Alves, I. M. (2002). Neologismo – criação lexical . 2 ed. São Paulo: Ática.

[3] Cabré Castellví, M. T. (2006). La clasificación de neologismos: una tarea compleja . Alfa. 50, 2, 229–250.

[4] Biderman, M. T. C. (2001). Fundamentos da Lexicologia . In Teoria linguística: teoria lexical e computacional (pp. 99–155). São Paulo: Martins Fones.

[5] Boulanger, de J. C. (1979). Néologie et terminologie . Néologie en Marche, 4, 5–128.

[6] Eckert, K. (2019). Observatório de neologismos da língua portuguesa: da sala de aula para a pesquisa . Linguatec, 3, 1, 1–19.

[7] Ferraz, A. P. (2010). Neologismos semânticos na publicidade impressa: uma abordagem cognitivista . In A. N. Isquierdo, & M. J. B. Finatto (Eds.), As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia (vol. IV). Campo Grande: UFMS/UFRGS.

[8] Gouveia, M. C. de F. (2003). O género dos estrangeirismos usados na língua portuguesa . In Actas do VIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística (pp. 411–419). Lisboa: APL.

[9] Haugen, E. (1950). The analysis of linguistic borrowing . Language, 26, 210–231. | DOI 10.2307/410058

[10] Jablonka, E. (2016). Introdução das unidades lexicais estrangeiras no português atual. Estudo baseado em blogues femininos portugueses e brasileiros . Lublin: Wydawnictwo UMCS.

[11] Polická, A. (2018). Lexikální inovace Dynamika šíření identitárních neologismů . Tese de habilitação. Universidade de Masaryk.

[12] Rio-Torto, G. (2020). Renovação do Léxico no Português brasileiro e europeu. Da neologia técnico-científica à neologia expressiva, humorística, lúdica . LaborHistórico, 6, 3, 196–223. | DOI 10.24206/lh.v6i3.33323

[13] Sablayrolles, J.-F. (2006). La néologie aujourd'hui . In C. Cruaz (Ed.), À la recherche du mot: de la langue au discours (pp. 141–157). Limoges: Lambert Lucas.

[14] Sablayrolles, J.-F. (2019). Comprendre la néologie. Conceptions, analyses, emplois . Limoges: Lambert Lucas.

[15] Santos, D. (2021). Natural and artificial intelligence; natural and artificial language . Keynote speech, Symposium on Languages, Applications and Technologies (SLATE) (July 2nd 2021).

[16] Svobodová, I. (2021). Género gramatical de Covid-xenismos . Études Romanes de Brno, 42, 1, 95–122. | DOI 10.5817/ERB2021-1-6

[17] Teixeira, José. (2020). Metáforas da Vida Co(v)idiana . In Estudos Linguísticos e Literários, n. 69, NÚM. ESP.2020, Salvador: pp. 21–51.

[18] <https: aulete.com.br>

[19] <https: dicionario.PRIBERAM.org>

[20] <https: www.dicio.com.br>

[21] <https: michaelis.uol.com.br>

[22] <https: houaiss.uol.com.br>

[23] <https: pt.wikipedia.org/wiki/>

[24] <https: ciberduvidas.iscte-iul.pt/lexico-COVID-19>

[25] <https: www.linguateca.pt> (Santos 2021)

[26] <https: www.survio.com/survey/d/D8Q4A4A2J3K4T2N6S>

[27] <https: ukandeu.ac.uk/the-facts/what-are-coronabonds/>

[28] <https: visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2020–04–15-coronabonds-o-fim-do-argumento-moral-do-norte/>

[29] <https: www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/leis-e-impostos/Pages/apoio-europeu-coronabonds.aspx>

[30] <https: www.dn.pt/edicao-do-dia/28-mar-2020/coronabonds-a-europa-numa-nova-crise-e-a-solucao-evidente-11997904.html>